Tudo é utopia até que nós decidamos o contrário.
13
Fev 08
A culpa é do/a Pinto, às 18:06link do post | Protesta

Enquanto o novo blog não está pronto fiquem com o primeiro capítulo da história...

Fiquem também com a imagem da cidade onde esta se desenrola:

 

(Este senhor dá pelo nome de Ramon Ramirez!)

 


A minha história… ok, ok!!! Nossa!!!! A NOSSA história é no mínimo... divertida!!!! Para além de divertida é também… sinistra. Ou é muita coincidência, ou é tudo o que nos acontece é no mínimo… muuuuito estranho. E encarregaram-me a mim, Ísis, contar esta história!!! Puseram uma GAJA a contar a história… aparecendo gajos pelo caminho… meninas, preparem-se para muita descrição! Desde o olhar, até às unhas… Hummmm!!!!! Hein?!?! Ah!!! Estão-me a dizer para não me esquecer de referir o Bernardo, se não ele zanga-se!!! Ele também me esta a ajudar a contar.

 

Mas bem, nenhum de nós pensou que uma cidade tão aborrecida como esta, se pudesse tornar em algo tão interessante e tão… sobrenatural!!!! Para perceberem melhor a NOSSA história tenho de primeiro de explicar a minha. Sendo a minha mãe pintora, estamos sempre a mudar de casa, o que até gosto! Sempre a conhecer pessoas diferentes (já para não falar em países diferentes), mas um dia assustei-me quando a minha mãe me disse que:

 

- Ísis!!! Vamos mudar-mos. – Claro que fiquei feliz, o pior foi mesmo quando ela continuou com a sua afirmação: – Mas desta vez vamos ficar paradas um bocadinho mais que o habitual. Fui contratada por uma galeria de arte para leccionar desenho nos tempos vagos das aulas dos alunos da zona! – Fiquei chocada. A questão seria mesmo: onde? – Portugal!!! Na vila onde cresci!!! – Estão bem a ver a minha cara quando a minha mãe me diz que iríamos trocar os E.U.A., por Portugal!!!! Apeteceu-me matar alguém! E outra pergunta, sendo a minha mãe louca por mudanças, que teria acontecido para querer parar num só sitio??! O problema NUNCA seria mudar, pois isso já vem sendo hábito para mim, mas ficar paradas???!! O que seria de mim?!?

 

Iniciando a história: passar para o 10º ano é uma fase complicada para muitos adolescentes mas para mim, era algo tão normal como ir comprar um gelado…numa carrinha de gelados. Mas aqui, nesta cidadezinha onde Cristo perdeu as botas (e não regressou para as vir buscar) nem há uma carrinha de gelados…ou um McDonalds…ou uma pizzaria…ou uma loja de jeito…ou um gajo giro!!!!

 

- Mãe! Passaste-te de vês!!!! Esta cidade é degradante!!!! Não há uma loja, um miúdo giro, uma pessoa…em condições!!!!! Eu vou dar em doida!!!! – Exclamei eu bem alto, fazendo eco pelo hall de entrada.

- Ísis…. – Iniciou a minha mãe num tom compreensivo, mas eu não quis ouvir mais nada. Subi as escadas a correr e fechei-me no quarto a tocar guitarra. Pelo menos a acústica do quarto é fixe…

 

No dia seguinte…inicio das aulas e eu, com este meu ar de “rebelde” (como diz a minha madrinha) não me vou integrar com tanta facilidade assim. Ao chegar à escola, era só ver as miúdas mais novas a olhar para mim com ar escandalizado. Não sei se era por causa das calças justas e do top roxo ou se era por causa das madeixas, do cabelo escadeado, da rasta de cabelo natural e do tereré. Só ouvia um murmúrio da parte de toda a gente a dizer: “É miúda nova!”. Durante os dez minutos que andei no corredor à procura da minha sala (a última sala de todo aquele longo corredor) ouvi, por várias vezes, pessoas a comentarem que eu era a miúda nova. Os rapazes diziam que eu tinha um estilo curioso e nada português, as raparigas (ciumentas) diziam que eu era estranha e pouco confiável. Ao chegar a porta da sala, alguns olhares dirigiram-se a mim, todos muito altivos e de desprezo. Entrei na sala, só para não ter aquelas pessoas todas a olhar para mim e ignorei. A professora era simpática, mas deu-me a sensação de olhar para mim muita vezes, sempre de lado. Mal ela disse para sairmos, eu fui a primeira a fugir da sala até que duas miúdas que estavam no fundo da sala e que se riram durante toda a apresentação da professora, dirigiram-se a mim e começaram a fazer perguntas sobre mim: de onde tinha vindo, porquê de ter deixado tudo para trás para estar ali….enfim! O normal de quem é curioso e vê alguém diferente.

 

- Estados Unidos?!? – Perguntaram ambas em coro após dizer que tinha vivido os últimos dois anos da minha vida a viajar de um lado para o outro nos Estados Unidos da América. Desde o Texas, até Connecticut, passando pela Florida e sem esquecer Los Angeles, expliquei-lhes como é que muitas coisas funcionavam por lá.

 

- As aulas acabam às duas e meia?!? – Perguntou a Jessica, a quem chamavam Jessy. Loira, olhos verdes, sorriso simpático e com olhar curioso, entretinha-se a olhar para mim e a absorver cada palavra que dizia.

 

- Yap!!! Era tão fixe!!! Lá tinha montes de actividades para fazer durante a tarde. Ou danças, desde hip-hop até salsa, ou desporto: basket, soccer, futebol americano…depois havia montes de dinners onde passávamos o tempo. – Expliquei eu com um sorriso.

 

- Aqui não há nada disso! – Exclamou a outra rapariga. Xana, chamou-lhe a Jessy. São diferentes. A Xana (deve ser a abreviatura de Alexandra) tem um sorriso perfeito, cabelos castanhos e cheios de caracóis e top amarelo olhou para as unhas, de seguida para mim e continuou: – isto é no mínimo…ridículo. Esta escola, tem um único corredor, um pavilhão de ginástica a cair de podre, um campo de futebol onde…não se joga futebol, uma vez que as balizas não estão presas ao chão e podem cair em cima de alguém. Na sala do oitavo B…costuma chover! Ahhhh!!! – Exclamou ela fazendo a Jessy dar um salto, uma vez que se tinha assustado. – E o pior são os rapazes…

 

- Qual é o problema dos rapazes? – Perguntei eu curiosa, esperando por uma resposta.

- Sim!!! – Exclamou um dos rapazes que tinha visto na mesma sala onde eu estava. Este primeiro tinha roupas exageradamente largas. Este sim!!! Tem a mania que é rebelde!

- Qual é o problema? – Perguntou o outro que se juntou a ele, e estava a ouvir toda a conversa. Bem mais alto que o anterior, este não parecia ter a mania que era melhor que os outros, ser superior. Em vez disso, limitou-se a sorrir-me com ar relativamente assustado. Acho que a minha carteira alusiva ao filme “The nightmear before Christmas” o assustou um bocado. Ou isso…ou a minha tatuagem!!! Parece ser daquele tipo de gajos muito…tradicionais!!!

 

- Nenhum Bernardo!!!! Nenhum!!! – Exclamou a Jessy num tom repreensivo, respirando fundo mostrando falta de paciência para os rapazes. De repente, outra rapariga se juntou a nós. Esta meia aloirada, de óculos…um pouco estranhos, calças de ganga muito simples e t-shirt branca e apresentou-se de imediato dizendo:

- O meu nome é Bernardete Maria…quer dizer…

- Chama-lhe Bé! – Exclamou a Jessy num tom simpático.

- Ísis!!! – Exclamei eu a sorrir.

- Que raio de nome é esse??! – Perguntou o tal rapaz das roupas exageradamente largas, num tom de gozo pois a sua gargalhada era nítida no meio das palavras.

- Tu não podes falar muito, ou podes…Maximino?!?! – Perguntou a Xana gozando-o.

- Hey, hey!!! Calminha, tá??! Peter Pan, se faz favor!!! – Retorquiu ele cruzando os braços e amuando de todo.

- Sabes, ele tem a mania que não quer crescer! – Explicou a Bé a gozá-lo. – Daí o nome Peter Pan.

- Ah…. – Fiz eu esclarecida. – Mal qual é o problema dos rapazes? – Insisti e, vendo que o “Peter Pan” não me curtia, nem por nada.

- Como crescemos praticamente junto é um bocado complicado apaixonarmo-nos por um deles…. – Explicou a Xana. Eles trocaram olhares e as raparigas disseram em coro:

- Que nojo!!!! – Tanto os rapazes como as raparigas se riram daquele comentário e a Xana continuou a explicar. – Os rapazes giros daqui da zona…

- Esses estão todos no Porto e em Coimbra na Universidade. Depois há o irmão da Xana que está em Colónia, na Alemanha!!! – Disse a Jessy com ar sonhador.

- Ele vem por aí e…. – Mas foi interrompida por uma outra rapariga da mesma turma que nós que apareceu aos saltos e muito histérica:

- Esta é a Dona Aurora: a minha nova amiga!!!!! – Exclamou ela histérica mostrando uma fotografia pequena que trazia dentro de uma mini moldura. Todos nos aproximamos para ver melhor a fotografia e a Jessy disse de imediato, arrepiando-se toda:

- Sinistro. – A Xana riu-se de forma estridente e comentou:

- Coitada da senhora!!!

- Sabes ao menos quem é?!? – Perguntou o Peter Pan que olhou para mim e me virou a cara zangado.

- Não. – Retorquiu ela fazendo ar muito sério. – Ah!!! Eu sou a Drika!!!! – Apresentou-se a rapariga que trazia a moldura, exibindo um enorme sorriso. – Escreve-se com ‘k’, ok?!?! – Explicou ela, com um ar um pouco mais sério.

- Drika, então porque tens a foto? – Perguntou inocentemente a Xana.

- Encontrei-a ao lado de um caixote do lixo, perto do cemitério. – A Jessy estremeceu, continuando toda arrepiada e a Drika continuou a explicar. – Eu tenho de passar por lá todos os dias para vir para a escola e encontrei-a. Ela ao menos não conta os SEGREDOS AOS OUTROS!!!! – Exclamou ela, serrando os dentes mandando uma indirecta a uma outra rapariga com o cabelo cheio de caracóis que estava ao lado dela. – Bem…é melhor ir para casa. Bom fim-de-semana! Vamos Sara!!! Vem Dona Aurora!!! – Ela acenou e seguiu para casa.

 

- Eu cá acho que ela se vai assustar e descobrir que ela está morta!!! – Exclamou o Peter Pan. – E por falar em mortos, sabem quem morreu!?! – Olhámos todos para o Peter Pan que disse com ar de herói: – Aquela série, o Sobrenatural, os dois gajos morreram no fim!!!

- Não!!!!!! – Exclamou a Xana, escandalizada. – Não podem!

- Podem!!! – Respondeu o Peter Pan.

- Duas coisinhas daquelas não deviam morrer!!! E como é que foi? – Insistiu a Xana, numa curiosidade de miúda pequena.

- Foi lindo!!!! Eles morreram! – Exclama o Peter histérico. – E…

- E não morreram. – Retorqui eu, metendo-me na conversa.

- Morreram sim. – Disse o Peter Pan.

- Desculpa mas não! – Exclamei eu zangada, cruzando os braços e virando-me para ele muito séria.

- Sim. – Respondeu-me ele sem paciência. Eu já só via as cabeças da Jessy, da Xana e do Bernardo a virarem-se de mim, para o Peter Pan, sem saberem muito bem o porquê de tanta discussão.

- Não.

- Sim. – Exclamou o Peter levantando-me a voz.

- Não! E sabes comos sei, oh cromo!?!! Porque nos Estados Unidos estava a ver a segunda temporada e já estão a pensar em fazer uma terceira!!!! – Ele olhou para mim, com ar zangado, virou-me a cara de forma altiva e a Xana limitou-se respirou fundo de alívio. – Idiot!!! – Exclamei eu, em inglês num tom muito baixinho.

- Onde estás a viver, Ísis? – Perguntou a Jessy tentando acabar com aquele clima agreste que se vivia entre Peter e eu.

- Na casa ao pé daquele café abandonado. Aquela muito grande com….

- Não!!!! – Exclamou a Jessy em coro com a Xana.

- No casarão branco? – Perguntou o outro rapaz. – Ah! Eu sou o Bernardo!

- Mas vives mesmo lá?!!? – Perguntou a Bé vendo que nos tínhamos esquecido do assunto.

 

- Sim. Mudei-me há umas semanas com a minha mãe…

- Essa casa estava desabitada há anos…. – Comentou a Bé muito admirada, por a casa estar

- Eu sei. E vi bem, pelo desastre que a casa estava. Eu e a minha mãe estamos quase a acabar as renovações. Tivemos tanto trabalho! – Exclamei eu, lembrando-me das imensas teias de aranha e as “montanhas” de pó que a casa tinha quando nos mudámos inicialmente. – O meu quarto já está pronto, a piscina está limpa…

- Piscina? – Perguntou o Bernardo em coro com o Peter Pan.

- Sim…. – Eles olharam para mim com ar esperançado e a Jessy explicou, sussurrando-me ao ouvido:

- Eles estão à espera que os convides para lá ir.

- Ah!!!!! – Exclamei eu esclarecida. – Se quiserem podem lá ir amanhã à tarde. A minha mãe vai cozinhar pizza. Isto se o forno de lenha funcionar…está tão velho! – Exclamei de seguida, explicando o porquê de haver uma probabilidade de forno de lenha não funcionar.

- Espera!!!! – Exclamou a Xana no seu histerismo natural. – Pizza? Sem ser congelada? Sem se daquela horrível e tipo borracha do minimercado? – Insistiu a Xana com ar sonhador.

 

- Sim. Nós vivemos alguns anos em Itália e…

- Falas italiano? – Perguntou a Bé compondo os óculos, interrompendo-me.

- Sim. Italiano, português, inglês e alemão. Claro que há outras línguas onde sei dizer umas palavras. O que estava a perguntar…? Ah!!! Mas isto aqui é tão fim de mundo que vocês não têm pizza sem ser congelada?

- Acredita que é! – Exclamou o Bernardo.

- Bem…vocês têm mesmo que vir lá a casa! – Exclamei eu a rir-me. – Já agora… há aqui algum parque ou sitio onde eu possa correr? É que estou farta de estar em casa fechada sem fazer qualquer exercício físico. – Eles olharam para mim e riram-se.

- Ok! Ela não está a gozar! – Exclamou a Bé vendo que eu estava mesmo a falar a sério em relação ao parque.

- Não têm!?!? – Perguntei eu escandalizada após me afirmarem várias vezes que não tinham um parque naquela vila onde Cristo perdeu as botas.

- O máximo que temos é um trilho velho, à beira rio. – Esclareceu a Bé ainda a rir-se da minha pergunta.

 

- Ok. Podem-me dizer onde fica? – Perguntei eu, desesperada por correr. Após alguns minutos, eu e as restantes raparigas conseguimos convencer os dois rapazes a mostrarem-me o trilho e….a correr connosco. Ficou combinado eles aparecerem em minha casa e de lá partiríamos para o trilho. Mas as coisas não correram como o planeado. Ao baterem à porta, eu pousei a guitarra na cama e desci as escadas a correr e abri a porta em pouco tempo. Mal entraram no hall de entrada e disseram um “olá” muito entusiasta, ouviram o eco das suas vozes e aí deparam-se com a minha casa…digna de filme de terror. Um hall de entrada muito grande com uma clarabóia de vidro a 20 metros do chão, o que se torna algo assustador quando chove ou troveja…ou ambos! Todos eles olharam para a enorme escadaria e disse o Peter:

- Fiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiixe!!!!

- Eu mostro-vos a casa. – Seguimos pela sala, que ainda tinha alguns caixotes por abrir e que honestamente estava uma bagunça. Claro que pedi desculpa por ter a sala assim, mas eles ficaram admirados com tamanha grandiosidade. A mesa de madeira com lugar para 30 pessoas, com as suas cadeiras de veludo vermelho, está naquela na sala. Não sabia a quem tinha pertencido, mas a minha mãe afirmou que não se quer livrar dela. A grande janela da sala, cujas portas nos dão para o pátio, mostra-nos um conjunto de sete escadas todas de pedra. E no centro do pátio: a piscina, agora muito limpa. Subimos as escadas e da sala, nem entrámos na cozinha, uma vez que a minha mãe estava lá fechada a cozinhar e quando ela cozinha detesta ser incomodada. Subimos para o segundo andar da casa e passámos ao sítio mais importante da casa: o meu quarto. Ao entrarem no meu quarto e verem o quarto todo pintado de lilás muito clarinho, com excepção de uma parede passaram-se. Principalmente as raparigas. A outra parede….a que é excepção…é roxa escura com estrelas douradas, pintadas por mim.

 

- Foste tu que pintaste? – Perguntou o Bernardo.

- Fui. A minha mãe é pintora e desde pequena que revelo uma veia artística meia estranha. A minha madrinha diz que é uma veia artística meia marada! – Expliquei eu a rir-me. – Mas venham…tenho outra coisa para vos mostrar. – Saí do meu quarto e abri a porta ao lado, que parecia ser o armário, mas não era. Após abri-la eles, muito admirados, depararam-se com umas escadas e subiram, atrás de mim. Acendi a luz ao chegar à sala onde as escadas nos levavam e ouvi a minha mãe dizer:

- Vou sair! Love you!!!

- love you too! – Respondi eu. Eles ficaram admirados e ao verem a minha colecção de guitarras penduradas na parede arregalaram os olhos.

- São tuas? – Perguntou a Bé.

- Sim. Estiveram muito tempo na casa da minha tia. Era ela que de vez em quando as tocava para que não estivessem muito tempo paradas.

- Tipo carro? – Perguntou o Peter Pan no gozo.

- Mais ou menos! – Exclamei eu a rir-me. Todos eles começaram a fazer-me perguntas sobre as guitarras, às quais eu tentava responder. Todos não. O Bernardo não disse nada durante algum tempo.

- Meu tens de ver esta guitarra! – Exclamou o Peter Pan.

- Ísis…. – Iniciou o Bernardo. – Tens um sótão? – Questionou ele.

- Não, porquê?

- Tens a certeza? – Insistiu ele, puxando umas escadas do tecto. Todos nos aproximámos e naquele momento descobrimos que eu tinha um sótão.

 Bem… a continuação no próximo post!!!!

Bem o que esconderá este sotao? Vem ai grande misterio...
Bernardo a 13 de Fevereiro de 2008 às 18:57

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