Tudo é utopia até que nós decidamos o contrário.
13
Fev 09
A culpa é do/a Pinto, às 16:03link do post | Protesta

Está a chegar o dia em que todos os "Maneis" fazem algo de especial pelas suas "Marias", escrevem uma carta, oferecem um jantar romântico, oferecem uma prenda, ou simplesmente levam a sua "Maria" àquele lugar muito especial...

O Demon Brothers está nessa onda mais romântica e apela a todos os visitantes a declararem-se as suas cara metade, podem deixar os comentários como anónimos, a melhor declaração terá um prémio, um cd oferecido pelo blog... Va lá deem asas a imaginação e aproveitam e treinam para a composição de Português... Querem dedicar uma muica aquela pessoa muito especial? Então o lugar certo é aqui! Escrevam nos comentários o nome da musica e da pessoa a quem dedicam e será feito um post exclusivamente para a pessoa a quem dedicaram!

 

Para dar inspiração a todos o DB deixa-vos um Mega-Post com as melhores musicas romanticas do nosso "Rectangulo à beira mar Plantado" e um texto que nos chegou de forma anonima sobre o Poliamor, Sabem o que é? Então se não deem uma olhadela ao texto que irão ficar a perceber!

 


Poliamor

 

            Numa sociedade cada vez mais descartável, suja de traições e incertezas amorosas, experimental a cada instante, hesitantemente insegura, não será esta a melhor solução?

            Sermos amados polivalentemente, multiplicadamente, infinitamente…Ou, pelo contrário, estará o amor destinado a terminar um dia, naquele mísero segundo em que tudo passa a ser fachada?

            Recomeçando e puxando outra vez pela sociedade, pois para compreender o poliamor é necessário saber o que achamos do amor (sentimento perturbador ou reconfortante) e a forma como o encaramos, devo relembrar bem a sociedade em que vivemos.

            Toda gente espera que os seus filhos casem, tenham filhos, uma vida estável, equilibrada, saudável, feliz. No fundo, todos os pais querem que os filhos sejam felizes, mas também devido a toda uma experiência de vida, sabem que a felicidade é um estado de espírito, e se queremos que seja o dominante, temos que evitar os dissabores da incompreensão.

            O poliamor, além de desconhecido, é “obscuro” como o amor das lésbicas, dos gays, dos bi’s, talvez até mais. Mas eu apesar de também não saber defini-lo e acha-lo pouco provável de acontecer, apresento-o como uma solução.

            Porque dar ao nosso coração grande, fértil em sentimentos, recheado de palavras doces, pronto a viver com mais intensidade apenas um amor? Para depois, juntarmos a esse coração tão puro em práticas bonitas uma traição – infidelidade de quem tem tanto amor que este se solta das prateleiras e acaba por transbordar de forma trágica – ou, ainda pior, o desinteresse?

O amor apesar de inconstante pode ser servido em tantas doses iguais, (pois não conseguimos viver, como seres humanos e sentimentais sem ele), porque não servir doses para todos aqueles que de alguma forma, em algum momento da nossa vida fizeram o nosso coração palpitar? Porque não continuar a amar o nosso primeiro amor, aquele que nos apresentou a toda esta trama, e ser amado e amar o segundo, o terceiro, o quarto?

Se foi o sorriso da primeira pessoa que nos fez amá-la durante aquele fantástico instante, e se o sorriso continua lá, devemos preservar tudo isso e compensar com o amor de outra segunda pessoa todos os defeitos que nos fazem temer pelo amor do primeiro.

            Teoricamente seria perfeito. Um amor completa o outro e nós completamo-nos.

            Mas e depois? Quando perguntarmos até que ponto nos amam, quanto nos amam, quem ama mais quem? Perguntas ciumentas, carregadas do medo natural de perder, de ser esquecido, ignorado, desvalorizado. Todos queremos saber quanto vale o amor que alguém tem por nós, porque tudo vale sempre alguma coisa. Será que o ser humano poderá encarar um dia o amor com um simples amo-te sem ter que ouvir o para sempre, ou o muito, ou o até que a morte nos separe?

            Poliamor… Algo impossível de praticar, mas que poderá fazer parte dos moldes daquela sociedade hipoteticamente perfeita.

 

Nota: Poliamor – (definição da Wiki) opção ou modo de vida que defende a possibilidade prática e sustentável de se estar envolvido de modo responsável em relações íntimas, profundas e eventualmente duradouras com vários parceiros simultaneamente; rejeição da monogamia.


 

 

 

Os Vídeos com o melhor da musica romantica portuguesa são trabalho da "caça talentos do panorama pimba português" Nagini!

 

Clemente - "Colmeia do Amor"

Marante & Diapasão - A Bela Portuguesa

José Malhoa - Baile de Verão

Emanuel - Vamos a Elas

 

 

A equipa do Demon Brothers, eu e a Nagini desejamos um dia em grande a todos os "pombinhos" e não se esqueçam, partecipem no concurso do Blog, ficamos a espera das vossas declaraçôes!


"Há sempre um Rio que separa"

Há sempre um rio que separa
Duas margens que estão distantes;
O Tempo que tudo repara
A ponte faz para os amantes!
A União é feita depois do Sim,
Até à morte que chega no fim.

Há sempre um rio que separa
Dois seres que já não são;
O Mal onde chega, tudo pára...
E o que foi, é e será em vão!
Tudo o que resta é nada
Por falta da razão que foi dada.

Há sempre um rio que separa
Mesmo o que sempre foi unificado;
Há quem nunca mostre a cara,
Humilhado pela sombra do pecado!
À vontade dele estamos subjugados
Se da vida lhe entragamos os dados...

Há sempre um rio que separa
A Alma perdida do paraíso celeste
Como a brisa que valança a verde vara
Como um povo atacado pela peste!
Não há pureza real nem total,
Existe sempre uma porção de mal!

Há sempre um rio que UNE
Da nascente até à fonte;
Da desgraça está ele imune,
Não há mal que passe p'la ponte!
As aguas seguem o seu rumo,
Não se pode evitar, não há como...

(Continua...)

P.S O zargat é a prova de que este poema é mesmo da minha autoria, foi feito nas aulas de portugues.


Pinto a 13 de Fevereiro de 2009 às 18:00

Foi ele mesmo.

E só posso dizer que está genial, este rio que separa as tuas poesias ampara!!

Parabens.
zargat a 13 de Fevereiro de 2009 às 19:05

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